Um ano bom e doce, apesar dos microcéfalos

Estamos nos aproximando de Rosh Hashaná, que marca o início do novo ano e de Iom Kipur, o Dia do Perdão. São duas das mais importantes celebrações judaicas simbolizando renovação do ciclo da vida, o arrependimento por más ações e a remissão perante D-us. Entre ambas as datas estão os Iamim Noraim, os Dias Temíveis, na verdade, dias altamente sagrados, durante os quais devemos refletir profundamente e realizar um exame de consciência um autobalanço. Também são conhecidos como os “Dias Intensos”, um período de 10 dias considerado como de julgamento para cada um de nós. Entende-se que o Édito Divino só pode ser alterado através de três ações em conjunto: Tshuvá (Retorno), Tsedaká (Boas ações) e Tefilá (Orações). Devido à importância deste período — Iamim Noraim —, foi definido um mês inteiro de preparação, que é o de Elul. Tem significado especial, e por isso é chamado de "Tempo de Piedade e Perdão", a oportunidade de invocar a D-us Sua piedade e Seu perdão, para que nos ajude a iniciar um novo ano com saúde, paz e prosperidade.
Se, no entanto, almejamos mudanças com o novo ano, certos fatos, porém, parecem nunca mudar. O anti-semitismo, uma dessas deploráveis doenças, sempre se adapta ao meio e ao tempo, mas jamais desaparece. Pode dissimular, trocar de alvo (antigamente era o judeu ser humano, hoje é Israel, o judeu das nações), ou de posição política, mas segue sendo o mesmo fétido dejetório onde proliferam ódio, intolerância e preconceito racial, que já deveriam ter desaparecido da face do planeta. Mas essa malignidade continua a grassar em certos indivíduos psiquicamente perturbados. Talvez seja esse o caso do escrevinhadeiro que assina por Fausto Wolff, nas páginas daquele que foi um dia gigante da imprensa brasileira, o Jornal do Brasil, e que hoje dá espaço para o vomitório provocativo do infausto microcéfalo. Sua última excrescência: Garatujar algumas linhas para defender a tese (!?) de que o demente de Teerã, outro nanocefálico, Ahmadinejad, nunca quis ou pretendeu varrer Israel do mapa! Isso, a despeito das seguidas e inúmeras manifestações, nesse sentido, do verborrágico iraniano, as quais foram sobejamente registradas na imprensa mundial.
Uma rápida pesquisa no Google revela a fonte inspiradora do artigo: sites anti-sionistas já davam "notícia" igual. Interessante é confrontar os "fatos" que também citou, com o histórico da população judaica no Irã: em 1948 eram cerca de 100.000; em 2002 caíram para 20.405 (Wikipedia) e atualmente menos de 11.000 (segundo o American Jewish Committee). Já pensaram o que diriam de Israel se a população palestina tivesse diminuído em cerca de 90%? Mais: Desde a revolução islâmica, pelo menos 19 judeus foram executados no Irã por razões religiosas ou conexões com Israel (segundo o "2001 Annual Report on International Religious Freedom", U.S. Department of State). A verdade é que temos anti-semitas usando máscaras de direitos humanos na imprensa brasileira. E produzindo uma mentirada execrável.
Não obstante tudo isso, nós do jornal Visão Judaica, queremos renovar nosso compromisso de continuar combatendo inabalavelmente não só o anti-semitismo como qualquer tipo de preconceito racial, afirmar o nosso sionismo, a defesa de Israel e os valores democráticos, e reforçar os nossos laços com o judaísmo. A todos os leitores  desejamos um Shaná Tová Umetuká neste novo ano de 5.768.

                                                                                       A Redação