Por: Yossi Groisseoign

Israel retira embaixador da Venezuela
O governo de Israel havia cobrado explicações da embaixada da Venezuela em Tel Aviv, depois das declarações feitas recentemente pelo presidente Hugo Chavez, nas quais condenou as operações militares israelenses no Líbano e na Faixa de Gaza chamando-as de “genocídio”. O encarregado da Venezuela em Israel foi chamado a dar explicações pela vice-diretora-geral para Assuntos da América Latina, Dorit Shavit. Chavez, ao visitar o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, para fazer média com o maluco de Teerã, voltou a criticar e qualificou os ataques como uma "loucura" de Israel da qual os EUA "estão por trás". Em seguida, para não ter que dar mais explicações à chancelaria israelense mandou chamar de volta seu embaixador venezuelano. Israel não perdeu tempo e retirou o seu de Caracas. (The Jerusalem Post).

Jornalistas de Israel rompem com FIJ
A Associação dos Jornalistas de Israel suspendeu sua filiação à Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) para protestar contra a condenação feita pela FIJ aos ataques de Israel à TV Al-Manar, a rede televisiva do Hezbolá. Em carta, a associação diz que o secretário-geral Aidan White merece a "medalha da vergonha" por ter chamado a rede do Hezbolá de "imprensa livre". "A Al-Manar pega seu orçamento das mesmas pessoas que estão atirando em nós", disse o representante israelense na executiva da federação, Yaron Enosh, acrescentando que “não é possível continuar pertencendo a uma federação que apóie uma organização de terroristas”. (Globo On-line/EFE).

Líder druso culpa Hezbolá pela guerra
O líder druso libanês, Walid Jumblatt, acusou a Síria e o Irã de ter preparado a operação de captura dos dois soldados israelenses, pivô da atual crise bélica no Oriente Médio, para desviar a atenção do mundo do caso nuclear iraniano. Segundo Jumblatt, o negociador nuclear iraniano, Ali Larijani, esteve recentemente em Damasco e dali "deu a ordem (ao Hezbolá) para a operação", que aconteceu justamente antes da cúpula do Grupo dos Oito (G8). O grupo reúne os sete países mais industrializados do mundo mais a Rússia. "O G8, que deveria analisar o caso nuclear iraniano, teve que se concentrar na situação do Líbano", disse Jumblatt. Ex-aliado da Síria, o líder druso criticou  duramente o Hezbolá, afirmando que ele se tornou um Estado dentro do Estado libanês e o responsabilizou pela guerra e pelas vítimas libanesas. (EFE).

 

Foguetes atingem árabes, drusos e cristãos 
Até agora, os mais de três mil foguetes Katyucha e os mísseis disparados pelo Hezbolá contra a população civil de Israel, já matou 15 cidadãos israelenses árabes muçulmanos ou cristãos e drusos. Uma adolescente de 15 anos da aldeia de Magahr, na Galiléia, morreu há uma semana e outras 48 pessoas ficaram feridas após a queda de dezenas de Katyushas no norte de Israel. A jovem morta era de uma aldeia onde moram drusos, cristãos e muçulmanos. Os foguetes também atingiram Haifa, Naharia, Kiriat Shmona, Acco e outros locais. Naharia detém o triste recorde de cidade atingida por maior número de Katyushas. Foguetes já caíram na Cisjordânia, bem próximo de Jenin e até na Síria. (El Reloj.Com).

Mubarak critica ‘os aventureiros’
‘O presidente do Egito, Hosni Mubarak, declarou durante sua viagem à Arábia Saudita que seu país não está disposto a entrar em guerra contra Israel. Segundo a imprensa local Mubarak disse: ‘Aqueles que pedem que o Egito entre na guerra em defesa do Líbano ou do Hezbolá não se deram conta de que o momento das aventuras passou, insistindo que seu governo não está disposto a ‘gastar dinheiro do país com uma guerra que não é nossa’. Mubarak se referia ao Hezbolá, à Síria e ao Irã. A Arábia Saudita, em mais de uma oportunidade também criticou o Hezbolá e o governo do Líbano que se deixou manietar pelos xiitas, deixando claro que não irá participar da guerra. “Só daremos dinheiro para os desabrigados do Líbano”, disse uma fonte de Riad  (EFE).

Lula se diz "chocado" com conflito no Líbano
O presidente Lula disse que há “irresponsabilidades dos dois lados” na guerra entre Israel e o grupo xiita Hezbolá. “Temos que chamar a atenção tanto do Líbano quanto de Israel de que, no século 21, quando o mundo precisa de paz, progresso e desenvolvimento, foguete não resolve o problema de ninguém, a não ser a empresa que o produz.” As declarações de Lula foram feitas na cidade argentina de Córdoba, onde participava da 30ª Reunião de Cúpula do Mercosul. Lula justificou o que disse ser uma prioridade de seu governo, a retirada da comunidade brasileira que vive no Líbano, a qual “não está sendo uma tarefa fácil” com morte de sete brasileiros no conflito. Em Israel, também vivem brasileiros, comunidade da qual, felizmente nenhum membro foi atingido, mas o governo brasileiro não tem se preocupado com eles, nem mesmo com os que vivem no Norte do país, área sistematicamente bombardeada pelos mísseis e foguetes dos terroristas libaneses. (Visão Judaica, com agências).

Le Pen será julgado
O líder da extrema direita francesa, Jean-Marie Le Pen, será julgado por "cumplicidade em contestar crimes contra a humanidade e cumplicidade em justificar crimes de guerra". Segundo as leis contra o racismo na França, a negação do Holocausto é um crime, punível com multas ou prisão. Cerca de 76 mil judeus, incluindo 12 mil crianças, foram deportados da França durante a 2ª Guerra Mundial, muitos para o campo nazista de Auschwitz. Apenas 2.500 sobreviveram. (Der Spiegel)

Extremistas queimam “Diário de Anne Frank”
A queima do “Diário de Anne Frank” por três extremistas alemães da Saxônia-Anhalt foi condenada pelo governo alemão, em meio a pedidos de intensificação dos esforços para erradicar a atividade neonazista. "Esse ato está abaixo do desprezível. Dificilmente poderia ter sido mais primitivo", afirmou o Ministério do Interior. Os radicais usaram um exemplar do diário da adolescente judia para reencenar a famosa incineração de literatura "antialemã", promovida pelos nazistas em 1933. Um deles atirou o diário nas chamas e disse: "Entrego Anne Frank ao fogo", usando palavras empregadas naquela época. Uma série de ataques lançados contra estrangeiros vem suscitando temores de que a violência neonazista possa estar em ascensão desde que partidos de extrema-direita passaram a participar dos Parlamentos estaduais de dois Estados do leste da Alemanha, no final de 2004. (Jornal Alef).
 
 Sharon transferido de UTI
O ex primeiro-ministro Ariel Sharon, que se encontrava internado no Hospital Sheba de Tel Aviv, foi transferido para uma Unidade de Terapia Intensiva devido às complicações iniciadas há duas semanas, por problemas de insuficiência renal. O ex-premiê, encontra em coma desde o princípio do ano. E desde então não se recuperou. (Jerusalem Post/El Reloj.Com).
 
Ataque a centro judaico em Washington
Uma mulher morreu e quatro ficaram feridas em um ataque a tiros contra a Federação Judaica de Seattle, em Washington. Um paquistanês foi preso pela polícia. Amy Wasser-Simpson, uma das responsáveis pela instituição, disse ao jornal Seattle Times que antes de atirar o suspeito disse: "sou um muçulmano americano, estou com ódio de Israel". Robert Jacobs, um porta-voz da Liga Antidifamação, uma organização de defesa da comunidade judaica americana, declarou que o FBI não tinha informações sobre ameaças específicas contra esta comunidade de Seattle. Fundado em 1926, o centro comunitário de Seattle tem como missão, de acordo com sua página na Internet, "garantir a sobrevida da cultura judaica e proteger a qualidade de vida judaica localmente, em Israel e no mundo inteiro". (Associated Press).

Capitão brasileiro ferido em Bint Jbail
Israel Friedler emigrou do Brasil aos 11 anos. Comanda a Companhia Alef do Batalhão 51 da Brigada Golani, uma unidade de elite das Forças de Defesa de Israel. Na quarta-feira, 26/7o sua unidade enfrentou o Hezbolá, sofrendo 30 baixas, com 8 mortos em combate. O capitão Friedler, estava entre eles. A batalha foi à curta distância, e ambos os lados utilizaram granadas e foguetes. A evacuação dos feridos foi difícil, com os helicópteros Blackhawk aterissando sob o fogo inimigo para fazer a remoção para o Hospital Rambam, de Haifa. Friedler sofreu um ferimento transfixiante na mão, mas permaneceu no comando da companhia ate ser evacuado no dia seguinte.

Capitão brasileiro II
Na batalha, 20 membros do Hezbolá foram mortos. A companhia da Brigada Golani está em ação desde 25 de junho, quando Gilad Shalit foi seqüestrado por terroristas do Hamas, e participou da ofensiva sobre Beith Hanun contra os que lançam mísseis Kassam da Faixa de Gaza. Frieder completa 27 anos em alguns dias, e falta menos de um mês para o nascimento do seu primeiro filho. Mora em Jerusalém, e estudou na Yeshivá Maalé Gilboa. Toda a sua carreira militar transcorreu na Brigada Golani, principalmente na unidade de elite antitanque Orev, onde foi comandante de pelotão e subcomandante, tendo assumido o comando da Companhia Alef há 9 meses. (The Jerusalem Post/colaboração de Israel Blajberg).

Fotos enganam mídia e mundo
A cada dia que passa, surgem novas evidências de que o Hezbolá, a Síria e o Irã, planejaram cuidadosamente a nova guerra do Líbano. Um aparato de convencimento da opinião pública foi montado através de fotografias fraudadas para comover o mundo e impressionar a mídia. A agência Reuters, por exemplo, informou que não mais utilizará o trabalho do fotógrafo libanês Adnan Hajj que adulterou imagens de ataques israelenses a Beirute, manipulado-as através do programa Photoshop. O editor global de imagem da empresa, também anunciou, por precaução, a retirada de 920 fotos do catálogo, já que a adulteração das fotos feitas por Adnan Hajj coloca todo o trabalho sob suspeita. “Manipular fotos desse jeito é inteiramente inaceitável e contrário a todos os princípios consistentemente mantidos pela Reuters durante a sua longa e distinguida história. Isso prejudica não só a nossa reputação, mas também o bom nome de todos os fotógrafos". (Reuters).

Lights, camera, action!
Além do caso do “homem do capacete verde”, uma seqüência de fotografias posadas e tomadas em horários distintos, onde um “operador de salvamento” carrega sempre as mesmas vítimas para ambulâncias e finge se emocionar com a morte de crianças em Qana, um blog inglês de especialistas em fotografia descobriu mais fraudes. Em pelo menos duas fotografias diferentes, tomadas em dois locais e dias distintos, aparece a mesma mulher de negro gritando dramaticamente na frente de escombros. Ampliando-se as fotos aparecem marcas no rosto da mulher que a identificam como a mesma nos dois casos, ou seja, uma “atriz” a serviço do Hezbolá. Encontrou-se também uma fotografia de corpos enfileirados e cobertos apo lado do que seria uma construção destruída em Qana. Na ampliação dessa foto, ao fundo aparece uma “vítima morta”, mas coberta, na posição sentada. Como morto não senta, a conclusão a que se chega é que as encenações tentam sensibilizar gente no mundo inteiro contra Israel. Existem ainda muitas outras fotos que estão nos sites EU Referendum (www.eureferendum.blogspot.com/) e Litlle Green Footballs (http://littlegreenfootballs.com/weblog/). (Visão Judaica).