Apesar de tudo, Am Yisrael Chai!

Todos sabem que Israel agora trava a pior das guerras de sua história. No campo de batalha, nas suas cidades e na mídia mundial. Acusado de força excessiva, desproporcionalidade e de monstruosidades fabricadas pelo inimigo, a pequena e única nação judaica do mundo enfrenta sozinha, com heroísmo e brio, mas a custa de sangue e sofrimento, outra tentativa de aniquilação. Parece uma triste sina, pois está nas Escrituras que “em cada geração um se levantará contra ti”. Mas só parece, pois também sabemos que o povo judeu não poderia sobreviver, como o fez, sem a Divina Providência. E também está escrito sobre "a esperança de cada geração e sua salvação por toda a eternidade". Uma prece de Purim, que comemoramos recentemente, reza: "Tu tens sido a salvação deles por toda a eternidade, e sua esperança em cada geração. Isso atesta que aqueles que confiam em Ti não perecerão".
Fé e esperança. Estes valores espirituais sempre acompanharam o povo judeu, mesmo nas mais terríveis adversidades ao longo da história da humanidade. E sobrevivemos a tudo, ao passo que todos os inimigos desapareceram de vez. Por isso, Israel vencerá. A guerra é para enfraquecer os grupos terroristas Hezbolá e Hamas, que lançam uma média diária de 150 a 200 foguetes e mísseis sobre o Norte e o Sul de Israel. Desde julho, quando se iniciou o conflito, cerca de 4.000 dessas mortíferas armas produzidas no Irã e na Síria têm sido jogadas contra a população civil. A mídia mundial e os vesgos detratores de sempre, entretanto, só enxergam ataques à população civil libanesa, mas não à israelense.
Os comentários de vários governos, organizações internacionais, nacionais, alguns partidos políticos da extrema esquerda brasileira, e de certos “especialistas e historiadores” de plantão comprometidos com o terrorismo, criticam a “forma desproporcionada” da resposta militar de Israel. Isso representa um exemplo perturbador das falsas invocações da lei internacional para apoiar tendências políticas e preconceitos, e devem ser sistematicamente rejeitados como tal. Para estes, nada melhor que o artigo do médico israelense Moshe Rosenblatt. Estudioso do assunto, ele é direto: em casos como este, a lei internacional permite matar civis libaneses e proíbe matar civis israelenses. Está falando da 4ª Convenção de Genebra, que observa o fato de que se o Hamas e o Hezbolá se escondem em meio a população civil, isso não torna o lugar uma região imune ao ataque do outro lado do conflito (no caso Israel) e, se houver ataques com mortes de civis, os responsáveis são os que se misturaram à população civil.
A situação em Israel continua muito difícil. Mais de um milhão de pessoas se refugiaram no Sul, em casa de parentes, amigos, desconhecidos, hotéis e até em barracas nas praias. Centenas de milhares vivem a mais de um mês em abrigos subterrâneos dia e noite para escapar dos mísseis e foguetes. Cada um, após o impacto, ainda atira milhares de bolas de aço de 6 mm num raio de 1 km à sua volta, causando mais morte, ferimentos graves e destruição. As cidades de Kyriat Schmona e Naharia são os alvos mais atingidos, mas dezenas outras e até mesmo Haifa, a terceira metrópole do país é visada pelos assassinos de Nasrallah e Ahmadinejad. Não houve outra saída. Israel se viu forçado por seus inimigos a lutar por sua independência e para assegurar que o povo judeu possa seguir vivendo livremente e com segurança em sua terra, e dizendo: Am Yisrael Chai!
                                                                                                                       
                                                                                                A Redação