Por: Yossi Groisseoign
Conferência: Promoção da Igualdade
Racial
Entre os dias 30 de junho e 2 de julho realizou-se no Brasil
a 1ª Conferência Nacional da Promoção
da Igualdade Racial, promovida pela Secretaria Especial de
Políticas de Promoção da Igualdade Racial,
que tem status de ministério. A conferência foi
o ponto culminante de um processo preparatório que envolveu
todos os Estados da federação em conferências
estaduais, abrangendo as etnias negra, indígena, cigana,
judaica e árabe. O evento aconteceu no Centro de Convenções
Ulysses Guimarães, em Brasília. Participaram
da conferência cerca de 1200 delegados, eleitos nas conferências
estaduais, além de observadores. A comunidade judaica
brasileira esteve representada por delegados de São
Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Brasília
e foi liderada pelo presidente da Conib, Berel Azeinstein.
(Conib).
Papa não condena terror em Israel
O representante do Vaticano em Israel foi convocado pelo Ministério
do Exterior e o país expressou sua surpresa pelo Papa
Benedito XVI não ter condenado o terror contra israelenses.
O pontífice pedira que D-us ‘detenha a mão
assassina dos terroristas’, durante a benção
do meio-dia de um domingo, no Valle d’Aosta, onde passava
férias, referindo-se aos recentes ataques no Egito, Grã-Bretanha,
Turquia e Iraque, sem mencionar os ocorridos em Israel. O Ministério
do Exterior criticou o Papa por não condenar o ataque
terrorista de 12 de julho na cidade de Netania, que matou cinco
pessoas e foi reivindicado pela Jihad Islâmica. (Associated
Press).
Morre líder islâmico antifundamentalista
Adel Muhammad Made, presidente do Centro Islâmico da Argentina,
foi um incansável promotor da convivência e do diálogo
inter-religioso e protagonista de gestos históricos junto às
autoridades religiosas católicas e judaicas. Acima de
tudo, era um homem empenhado em destacar o Islã como uma
religião de paz e de lutar contra o fundamentalismo. Sua
morte, dia 1º/8 aos 64 anos fez com que fosse adiada a assinatura
da declaração inter-religiosa contra o fundamentalismo
e o terrorismo, que seria realizada naquela data, na sede do
arcebispado de Buenos Aires, com representantes das três
religiões monoteístas. Made foi um dos propulsores
da criação da Comissão de Diálogo
Inter-religioso (Codin), cujo presidente honorário é o
cardeal Jorge Bergoglio e o vice-presidente executivo o rabino
Daniel Goldman. (Iton Gadol).
Israelense designado em comissão da ONU
O subdiretor para o controle de armamento do Ministério
de Exteriores de Israel, Meir Itzchaki, foi designado para fazer
parte da Comissão de Desarmamento da ONU. É o segundo
israelense nomeado para prestar serviços na ONU - um organismo
geralmente considerado hostil a Israel -, após a nomeação
do embaixador Dan Gillerman, em junho passado, como 21º presidente
da Assembléia Geral. A Comissão de Desarmamento
da ONU foi criada em 1978 para assessorar a Assembléia
Geral sobre armas convencionais e nucleares. O Irã (cujo
governo quer desenvolver um programa nuclear que desperta preocupação
na Europa), os Estados Unidos e Israel já presidiram essa
Comissão da ONU no passado. Em comunicado, o governo israelense
afirmou que a designação de Itzchaki é "uma
conquista significativa de Israel na ONU e a expressão
dos esforços para se integrar em suas atividades".
(Uol.com.br).
Sharon encontra Chirac em Paris
Sharon, que era ‘persona non grata’ na França
há um ano atrás, por instar os judeus franceses
a imigrar para Israel, reuniu-se em Paris com o presidente Jacques
Chirac, para melhorar as relações entre os dois
países, aproveitando os cautelosos elogios pela retirada
do Estado de Israel da Faixa de Gaza. Em nota a imprensa Chirac
afirmou que o ‘Mapa da Estrada’ deve ‘levar
os israelenses a viver em paz e segurança e aos palestinos
a construir um estado viável e independente’. Em
entrevista ao jornal Le Monde, Sharon declarou que as relações
entre os dois países estão se fortalecendo em todos
os níveis, especialmente em termos comerciais. (Associated
Press)
Indenização
Nos Estados Unidos os pais de um adolescente americano morto
por palestinos armados na Cisjordânia vão receber
US$ 156 milhões de instituições de caridade
americanas islâmicas acusadas de sustentarem o terrorismo.
Uma Corte Federal estipulou o pagamento de US$ 52 milhões
em danos aos pais de David Boim, 17 anos, que foi morto perto
do assentamento israelense de Beit El. O juiz americano, Arlander
Keys, triplicou o valor, segundo a lei americana sobre o antiterrorismo.
O caso de Boim foi o primeiro em que os jurados fizeram com
que instituições americanas de caridade islâmicas,
acusadas de enviar dinheiro a grupos extremistas palestinos,
como o Hamas, fossem consideradas culpadas. (Frontpage Magazine)
Ranking da liberdade de imprensa
A organização Repórteres sem Fronteiras
divulgou seu índice anual da liberdade de imprensa em
todo o mundo. Aponta a Ásia (Coréia do Norte, Mianmar,
China, Vietnam e Laos) e o Oriente Médio (Arábia
Saudita, Irã, Síria e Iraque) como as regiões
onde a liberdade de imprensa é mais ameaçada — a
mídia independente ou não existe ou os jornalistas
são perseguidos e censurados. Não há garantia
de segurança para os jornalistas nem para a liberdade
de informação. A lista coloca os EUA em 22º lugar
no ranking da liberdade de imprensa. A RSF define o Iraque como
o lugar mais perigoso para os jornalistas - 45 já morreram
desde o inicio da guerra, em março do ano passado. Liderado
por países europeus (Dinamarca, Finlândia, Islândia,
Irlanda, Holanda, Noruega, Eslováquia e Suíça),
o ranking situa o Brasil na 66ª posição, junto
com Equador e Guatemala. (Bluebusnews).
Israelense muçulmano ensina sobre o Holocausto
Jaled Mahamid, um israelense muçulmano, ensina aos árabes
o que foi o Holocausto. Ele fundou recentemente o modesto Instituto
do Holocausto no povoado bíblico de Nazaré. Há 60
fotos do genocídio nas paredes da sala onde ministra suas
aulas e conferências. É algo inovador no mundo árabe,
onde muitos inclusive negam o Holocausto. Em uma das fotos um
oficial nazista aponta uma pistola a um judeu que está junto
a uma fossa cheia de cadáveres. ‘Homens como este
se assentaram nesta terra’, disse a cinco visitantes árabes. ‘Devemos
compreender o trauma profundo destes homens’. (DAIA News).
Voltam as acusações da AP a Israel
A Autoridade Palestina (AP) afirma ter sido ‘inundada com
suco cancerígeno’ por parte de Israel. Esse tipo
de acusação comum no passado, ressurgiu na imprensa
palestina, como também, por exemplo, a de que Israel atira
dejetos tóxicos em povoados palestinos para ‘por
em perigo a vida da população’. Há poucos
dias, a mídia local divulgou ainda que Israel usa ‘cervos
selvagens’ para destruir as plantações palestinas.
Um funcionário do governo israelense disse apenas que
são as mesmas mentiras publicadas na época de Yasser
Arafat. (Jerusalem Post)
Rússia investigava racismo nas Escrituras
O rabino-chefe da Rússia, Berel Lazar, declarou que acabou
o caso da investigação oficial ordenada pelo promotor
de Moscou contra o Shulchán Aruch (Código da Lei
Judaica), redigido há quase 500 anos pelos famosos rabinos
Josef Caro e Moshe Isserles, fundamental tanto para os judeus
ashkenazis (leste europeu) como sefaradis (ibéricos, que
foram em grande parte para os países árabes com
o início da Inquisição). A investigação
foi pedida após 500 figuras públicas assinarem
uma carta para que o judaísmo e as instituições
judaicas fossem declarados proscritos. Houve manifestações
nas duas casas do Parlamento russo contra a iniciativa de caráter
notadamente anti-semita. Chamado, o rabino-chefe Lazar dirimiu
as dúvidas e o caso foi encerrado, em mais um episódio
do crescente anti-semitismo na Rússia. (Haaretz).
Spielberg apóia a língua iídiche
O cineasta Steven Spielberg contribuiu com US$ 130 mil para financiar
um programa de aulas de iídiche em três escolas
judaicas de Los Angeles, informou o jornal Los Angeles Times.
A doação provém da Fundação
Righteous Persons (Pessoas Justas), de Spielberg, que já doou
milhões de dólares para preservar a memória
da civilização judaica que o Holocausto tentou
destruir. A língua iídiche, conhecida como "uma
mistura do alemão com o hebraico" era antes do
Holocausto a língua materna de aproximadamente 75% dos
judeus. (La Vanguardia/Radio Chai).
Comédia judaica derruba “A Queda” na
Alemanha
O júri do prêmio Lola deu as costas para “A
Queda”, e coroou com seis estatuetas uma hilariante comédia
que expõe a vida dos judeus na Alemanha na entrega dos
prêmios do cinema alemão. 'Alles auf Zucker' (“Tudo
por açúcar”), a primeira comédia judaica
na Alemanha desde a Segunda Guerra Mundial, agradou em cheio
os 600 membros da Academia do Cinema Alemão e obteve os
prêmios 'Lola' de melhor filme, melhor diretor, melhor
ator, melhor roteiro e outros dois prêmios mais. O filme,
de baixo orçamento, foi o vencedor surpresa diante do
longa-metragem de êxito internacional “A Queda”,
que narra os últimos dias de Hitler na Chancelaria de
Berlim. (El Correo Digital).
AP removerá ‘Protocolos’ dos livros didáticos
Após reportagem publicada pelo Jerusalem Post sobre as
referências aos ‘Protocolos dos Sábios de
Sião’ nos livros didáticos palestinos como ‘parte
integrante da história do sionismo’, a Autoridade
Palestina prometeu removê-los. O ministro da Educação
Naim Abu al-Humos disse que este erro será corrigido imediatamente,
conforme afirmou ao jornal, por telefone, o ministro de Desenvolvimento
da Bélgica, informando que as referências já haviam
sido retiradas do site da AP e não constariam dos novos
livros. Os mais recentes foram editados com suporte da Bélgica
e de nações árabes, enquanto os anteriores
tiveram apoio de vários países europeus. ‘Os
Protocolos’ são uma falsificação que
atribui aos judeus uma conspiração para dominar
o mundo (amplamente divulgados, especialmente no mundo árabe,
como sendo verdadeiros). (Jerusalem Post).
Espanha proíbe transmissão da TV Al Manar
O governo espanhol determinou ao organismo que controla o satélite
de comunicações Hispasat, que deixe de retransmitir
para a Espanha e América Latina os programas do canal
de TV libanês Al Manar, que é considerado o porta-voz
do movimento extremista Hezbollah. A decisão é similar à adotada
no ano passado pelas autoridades da França e dos Estados
Unidos. A rede Al Manar transmitiu reiteradamente programas anti-semitas,
pelo que foi condenada nos países europeus. A licença
para que o Hispasat transmitisse a Al Manar foi outorgada em
abril de 2004 pelo governo espanhol do presidente José Maria
Aznar. (World Jewish Congress Online).
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