O leitor escreve

Uma impressão

Caros Amigos:

Como colaborador deste periódico, não me sentiria muito à vontade para fazer elogios. Não obstante, diante do entusiasmo, resolvi fazê-lo. Venho acompanhando o desenvolvimento e o trabalho da equipe diretora que, a cada edição, mostra uma competência crescente. O jornal Visão Judaica, além de rico em sua substância, e consistência das matérias, é muito bem programado visualmente, tanto na parte impressa como no site (eletrônica). Ao parabenizar a referida equipe, gostaria de cumprimentar o administrador de empresas, Morris Abadi, pela lucidez e sensibilidade com que expôs sua idéia no artigo “Uma impressão”. Especialmente quando salienta o fenômeno consolidado nos anos 80 e 90, onde houve a aproximação ao centro da direita e esquerda dos partidos políticos.
Segundo Descartes, “A política é a arte da dissimulação”. Nesta constante dinâmica do dissimular, os partidos sofrem metamorfoses corriqueiras. Hoje, diante da atual crise política e institucional, podemos reparar que até mesmo o maior partido de esquerda brasileiro possui a ala da esquerda e a ala da direita. A questão problemática é como iremos explicar aos mais novos esta complexidade. Sem reforçar qualquer teoria da conspiração, recomendo a leitura dos artigos de Olavo de Carvalho. Abraço fraterno.

Marco Alzamora, arquiteto
Curitiba - PR


Fora das listas

Senhores editores:

Muitas pessoas ficam surpresas com a indiferença dos europeus em relação às vidas de israelenses e judeus destruídas por terroristas islâmicos. Eu não. O fato de que dirigentes europeus, a mídia e até o novo Papa não incluírem Israel em suas listas de países que sofrem por causa do terrorismo, não é acidental. Esta hostilidade tem sido promulgada através de metódico e cuidadoso planejamento.

Adina Katnick
Nova Jersey - EUA


Israel sempre acusado

Senhor jornalista:

Israel tem sido a nação mais humana no mundo, mas é sempre vilificado não importa o que aconteça. O caso mais recente, é a ridícula tentativa de imputar ao Serviço Secreto israelense, o Mossad, a responsabilidade pela morte do jovem brasileiro Jean Charles pela elite policial britânica, a Scotland Yard, com oito tiros, sete dos quais na cabeça. Pronto, foi o que bastou para que a “notícia” corresse o mundo. Só que não pegou. Todo mundo sabe que a política de atirar na cabeça para matar foi adotada pela polícia inglesa a partir dos confrontos com os terroristas do IRA.

João Zarem
Juiz de Fora – MG


Hipocrisia com atentados

Senhor editor:

A hipocrisia da mídia ocidental e em particular da britânica sempre foi muito evidente quando se trata do Oriente Médio.Talvez agora, depois dos atentados aos ônibus e ao metrô de Londres parem de culpar Israel por defender-se dos homens-bomba. Estou certo de que, infeIizmente, após dezenas de vidas inocentes ceifadas pelo terror, um grande número de britânicos passou a compreender melhor o que sentem os israelenses quando são confrontados pelo que têm passado constantemente. A imprensa britânica deve adotar o senso de justiça a partir de agora.

Victor Aschenef
São Paulo - SP