Bélgica
derruba lei polêmica
O primeiro-ministro belga, Guy Verhofstadt, que recém assumiu
o cargo eliminou a polêmica lei de "competência
universal", que havia irritado os EUA e Israel. Ele disse
que o objetivo era evitar abusos da lei, sob a qual foram apresentadas
acusações contra o presidente americano, George
W. Bush, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair e o primeiro-ministro
de Israel, Ariel Sharon. A lei, de 1993, permitia aos tribunais
belgas julgar autores que os belgas considerassem de crimes de
guerra ou contra a humanidade e de genocídio e sem importar
onde eles foram cometidos. (Reuters)
Presidente
Kirchner no ato da Amia
Com o soar de sirenas, a leitura da lista dos nomes das vítimas
fatais e um minuto de silêncio teve lugar no novo edifício
da Asociación Mutual Israelita Argentina (Amia), o ato
em recordação aos mortos no atentado que destruiu
sua sede, na capital argentina, no dia 18 de julho de 1994. A
cerimônia marcou 9 anos do atentado terrorista, que tirou
a vida de 85 pessoas e está até hoje impune, contou
com a presença do Presidente da República Argentina,
Néstor Kirchner, sua esposa Cristina, senadora da República
e membros do gabinete nacional.
Amia II
Estão sendo movidas várias ações judiciais
contra antigos altos funcionários argentinos, envolvendo
o ex-presidente Menem, pelo acobertamento dos responsáveis
pelo atentado. Durante uma coletiva à imprensa, o presidente
Kirchner ratificou seu compromisso de "garantir a justiça
e evitar a impunidade" e sustentou que esta será "uma
política de Estado, uma luta de cada minuto, de cada hora,
de cada dia". Kirchner ressaltou que "é uma vergonha
nacional que não se tenha esclarecido" o atentado
à Amia nem tampouco o que em 1992 arrasou a embaixada de
Israel.
Restrição
à cidadania dos palestinos
O Knesset (Parlamento israelense) aprovou lei
que nega o direito de cidadania ou de fixar residência permanente
no Estado de Israel aos palestinos casados com israelenses. A
lei é válida por um ano e pode ser renovada. Ao
contrário do que alguns jornais noticiaram, não
se trata de discriminação, mas a medida teve que
ser tomada desde o atentado efetuado por um terrorista do Hamas
que se tornou cidadão de Israel ao se casar com uma árabe
israelense. A medida foi aprovada por 53 a 25 votos. Sob esta
lei, o ministro do Interior terá direito de aprovar a concessão
da cidadania para palestinos ou membros de suas famílias
que "se identificam com Israel", Podem ser autorizadas
visitas para tratamento médico ou trabalho. Entidades internacionais
de direitos humanos se manifestaram contra a nova lei. (Jerusalém
Post).
Acordo entre
Maguen David Adom e Cruz Vermelha
O jornal Maariv informou que a Cruz Vermelha e sua congênere
israelense Maguen David Adom assinaram um acordo de cooperação
mútua. Para o diretor executivo da organização
judaica, Iochanan Gur, "Este foi um dia histórico",
pois durante muitos anos a instituição não
teve nenhum contato com as similares católicas e muçulmanas,
por interferência dos países árabes. Um dos
itens do acordo é o de que a Cruz Vermelha fornecerá
apoio econômico à medicação de emergência
do Maguen David Adom.
Cinema brasileiro
em Israel
O III Festival de Cinema Brasileiro em Israel está acontecendo
de 3 a 25 de agosto nas cinematecas de Tel Aviv, Haifa e Jerusalém.
O filme Durval Discos, da diretora Ana Muylaert abriu a programação
nos três locais. O evento conta com a presença de
cineastas, atores, atrizes, jornalistas e outros membros da indústria
cinematográfica brasileira. Os filmes são legendados,
em sua maioria, em inglês e hebraico. O festival tem o apoio
do Ministério da Cultura e da Embaixada do Brasil em Israel.
Daniela
Mercury em Israel Daniela Mercury foi a principal atração
dos israelenses no final de julho. Depois de ser homenageada pelo
embaixador do Brasil Sergio Moreira Lima, ela se encontrou com
o público numa cidade perto de Tel Aviv. "Chegou gente
de todos os cantos para ouvi-la e vê-la", diz Nahum
Sirotsky, que acrescentou: "botou os judeus cantando e rebolando
o samba baiano. Uma loucura o que acontece. Derruba qualquer tristeza
com seu trejeito". Até a policia esqueceu do horário
enquanto Daniela, "embaixadora das Nações Unidas"
voltava, voltava e voltava ao palco, comentou o jornalista, colaborador
de Visão Judaica. (IG).
Christopher Reeve também lá
O ator americano Christopher Reeve, conhecido por protagonizar
o Super-Homem no cinema, passou quatro dias em Israel, numa visita
que iniciou dia 28/7 a Jerusalém. Além de se solidarizar
com os inválidos do país, muitos deles por causa
dos atentados terroristas, ele se informou sobre os avanços
israelenses no tratamento de lesões medulares. Há
oito anos, Reeve ficou tetraplégico, por causa da queda
de um cavalo. Ele já investiu US$ 45 milhões na
fundação que preside e que financia investigações
sobre paraplegia. Para ele Israel é o centro mundial em
pesquisas nesta área na qual detém a liderança
assim como importante fonte de informações de novas
terapias e medicamentos que poderão beneficiar milhões
de pessoas que vivem com paralisia em todo o mundo. (EFE)
Com quem
andamos
Incrível: o Brasil ajudou a excluir a organização
Repórteres sem Fronteiras da Comissão dos Direitos
Humanos da ONU e colocou-se ao lado de Cuba, Irã, Uganda,
China e Líbia. O motivo foi porque a organização,
que luta internacionalmente pela liberdade de imprensa protestou
contra a entrega da presidência da Comissão dos Direitos
Humanos da ONU a uma ditadura, a Líbia. Por que o Brasil
se coloca ao lado das ditaduras contra as democracias? Cuba e
Brasil foram os únicos países da América
Latina que votaram pela suspensão.
Anti-semitismo em Israel
Sinagogas de B´nai Brak marcadas com suásticas? Túmulos
depredados em Beit Shemesh? Um adolescente acossado por ser judeu
a caminho da escola em Netivot? Todos estes fatos aconteceram
em Israel. De acordo com a organização não-governamental
Centro de Informação para Vítimas de Anti-semitismo
em Israel, houve cerca de 500 incidentes deste tipo nos últimos
três anos. "Os jornais em russo reportam uma história
destas todas as semanas, e no mesmo período as delegacias
de polícia no país registram pelo menos um caso
de anti-semitismo` diz Zalman Gilichinsky, diretor do Centro de
Informação. Algumas vítimas são imigrantes
da ex-União Soviética que foram alvo de agressão
por parte de anti-semitas pela primeira vez na vida. O ministro
da Justiça, Yosef Lapid ordenou uma investigação
sobre o assunto. (JTA)
Sharon
e Bush
O
primeiro ministro Ariel Sharon disse ao presidente Bush que Israel
continuará a construir o muro de segurança na Cisjordânia,
apesar dos EUA estarem preocupados que esta barreira possa travar
o processo de paz no Oriente Médio. O prêmier israelense
garantiu, no entanto, que isto terá um impacto mínimo
no dia-a-dia dos palestinos, promessa que o presidente norte-americano
considerou bem-vinda, embora acredite que o muro dificulte o estabelecimento
da confiança mútua entre as partes envolvidas no
conflito."Boas cercas fazem bons vizinhos", teria dito
Sharon no encontro na Casa Branca, segundo informou um oficial.
(Reuters)
Mapa
antigo
O presidente americano, George W. Bush, presenteou o
primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, com um mapa da Terra
Santa de 1678, que englobava em suas fronteiras a vários
países como a Babilônia (hoje Iraque). Sharon agradeceu
o presente brincando: Posso lhe assegurar, senhor presidente,
que este mapa teria obtido, sem nenhum problema, a aprovação
do meu governo.
O plano atômico do Irã
Ariel Sharon entregou ao presidente Bush documentos secretos sobre
um suposto programa nuclear do Irã e sua possível
ligação do Hezbolah com o Líbano e facções
islâmicas da resistência palestina, segundo informou
a imprensa israelense, citando fontes da comitiva de Sharon aos
EUA. Os documentos mencionam o esforço do Irã para
conseguir urânio enriquecido, e uma aparente referência
a um novo míssil com alcance de 3.500 km, raio que inclui
Israel, parte da Europa e bases os EUA no Oriente Médio.
(Iton Gadol)
A Aliá dos judeus iraquianos
Seis dos 35 judeus remanescentes no Iraque fizeram aliá
(imigração). Um avião fretado especialmente
deixou Bagdá na última sexta-feira de julho chegando
em Israel antes do Shabat. Todos têm idade avançada.
A bordo estava também Rachel Zelon, vice-presidente da
Sociedade Judaica de Ajuda aos Imigrantes (Hebrew Immigrant Aid
Society - Hias) que coordenou esta operação juntamente
com a Agência Judaica. De acordo com a Hias, uma mulher,
a última judia da cidade de Basra, chorou quando lhe disseram
que poderia ir para Israel. "Vocês são a resposta
às minhas orações de muitos anos", afirmou
a senhora. (Haaretz)
Judeus mortos por Saddam
Parentes dos judeus iraquianos mortos por Saddam Hussein
solicitam que os restos mortaisdeles sejam enterrados em Israel.
Muitos pereceram há décadas, acusados de supostas
atividades sionistas. Para isto, os parentes das vítimas
pediram ajuda ao Conselho Rabínico Ortodoxo dos EUA (RCA),
em Nova York, conforme noticiado pelo Jerusalém Post. O
presidente do RCA Rabbi Hershel Billet, disse que muitos destes
familiares vivem emIsrael e que esperam que o novo regime iraquiano
permita que esta expectativa se concretize.
Buscando
a paz
Israelenses e palestinos operam em conjunto a nova rádio
Voz da Paz, que começa a transmitir em 4 de novembro de
seus estúdios em Betunia, perto de Ramallah (capital da
Autoridade Palestina). O projeto nasce de um acordo entre o instituto
árabe-judaico de Givat Haviva e o semanário palestino
Jerusalem Times, e seu objetivo é mostrar que cidadãos
dos dois povos podem trabalhar juntos, com metas comuns.
Americano liga Tríplice Fronteira ao terrorismo
O diplomata americano Steven Monblatt, secretário-executivo
do Comitê Interamericano contra o Terrorismo da OEA (Organização
dos Estados Americanos), declarou que a comunidade muçulmana
da Tríplice Fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai) ajuda,
mesmo que indiretamente, a financiar grupos terroristas islâmicos
no Oriente Médio. A afirmação foi feita em
Foz de Iguaçu, onde o ex-subsecretário anti-terrorismo
do Departamento de Estado dos EUA na administração
George Bush participou de encontro com líderes árabes
locais. A comunidade árabe esperava que a presença
do diplomata na região representasse um atestado de que
a Tríplice Fronteira está fora da rota das atividades
de grupos radicais do Oriente Médio. (Agência Estado)
Primeiros
ataque após a hudna
Uma mulher de 39 anos e seus três filhos foram atingidos
quando vários homens abriram fogo contra o carro em que
estavam na noite domingo (3/8) na estrada do Monte Gilo, ao sul
de Jerusalém. A mulher está internada em estado
grave no Hospital Universitário Hadassa. Os dois filhos
tiveram leves escoriações, e a menina de nove anos
ferimentos moderados. Este foi o primeiro ataque na área
de Belém, depois que a segurança passou para as
mãos da Autoridade Palestina e que os grupos radicais palestinos
declararam a hudna, ou seja uma trégua.As Brigadas dos
Mártires de Al Aqsa, grupo palestino extremista ligado
ao movimento Fatah de Yasser Arafat, reivindicou o ataque.
A gafe diplomática de Suplicy
O senador Eduardo Suplicy cometeu uma gafe diplomática
quando esteve em Israel na qualidade de presidente da Comissão
de Relações Exteriores do Congresso para participar
de seminário de orientação sobre o conflito
do Oriente Médio. Ao desembarcar, em Tel Aviv, ele não
foi para o seminário para correu para Ramallah, encontrar-se
com o "rais" Yasser Arafat. O governo israelense só
tomou conhecimento do fato um dia após, pela imprensa brasileira
e a considerou uma visita "pirata". Diante das queixas
da Chancelaria israelense, Suplicy alegou que tinha uma carta
do presidente Lula para entregar a Arafat e também uma
para Sharon. Este se encontrava em Londres. De qualquer forma,
Sharon não o receberia, pois todos sabem que qualquer autoridade
estrangeira que se encontre com Arafat perde a possibilidade de
ser recebido por representante oficial de Israel. (Aurora)
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