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Por:
Edda Bergmann*
O
importante é a procura de respostas e não respostas
preparadas a priori.
Uma resposta à condição judaica, à identidade
judaica, ou o conteúdo judaico deve ser apresentado a cada
um individualmente de forma pessoal.
O importante não é a resposta, mas sim o questionamento
em si mesmo. O objetivo deve ser o de que cada um viva de maneira
íntegra sua própria condição de judeu.
Um dos pilares do judaísmo, sua valorização
da vida neste mundo, hoje, aqui e agora.
Por isso, concentra grande parte dos seus valores para ressaltar
o relacionamento do Homem com o próximo e do Homem com as
coisas.
É muito importante ver como o judaísmo destaca o relacionamento
do Homem com D-us.
O Amor para com D-us deve se refletir no Amor ao Próximo,
aos Homens, à Humanidade. Num mundo que se converteu em quantitativo
e não qualitativo, em que através da unanimidade dos
conhecimentos estes devem passar a qualitativos para ter valor.
A sociedade qualitativa respeita a justiça, a honradez e
o Amor ao Próximo enquanto que a quantitativa respeita a
riqueza e os trunfos econômicos como base para uma vida feliz
e completa.
O judaísmo é a história do desenvolvimento
de um povo que em determinado momento da humanidade decidiu romper
com todo o passado e o presente e criar uma nova sociedade, uma
nova civilização e introduzir uma nova escala de valores
no mundo.
Numa grande rebelião contra tudo o que existia, Abrão
rompeu com todos os ídolos do seu tempo, com os ídolos
do Pai e abandonou a casa paterna.
Ele não encontra uma fé no acaso, sua decisão
é firme, não tem mais medo dos ídolos, rompendo
contra todo um sistema, busca uma vida melhor, mais elevada e de
maior significação.
É uma nova concepção, uma nova interpretação
do Universo, não meramente contemplativa, mas com uma necessidade
imperiosa de ação e de renovação.
Para a cristalização essencialmente humana, frente
à crise das civilizações, do homem moderno,
pensamos na renovação das raízes da civilização
judaica, uma civilização otimista e que acredita na
essência humana do Homem, na seriedade, para podermos romper
com nossos ídolos e ser a renovadora destas raízes,
podermos chegar a ser o que somos.
Se quisermos realmente continuar a viver uma vida judaica íntegra
e significativa devemos alcançar um sistema de valores adequados.
O judaísmo pode, sem dúvida, ser uma resposta aos
problemas apresentados no torvelinho do mundo moderno.
O judaísmo pode ser uma resposta às nossas inquietudes
como judeus e também pode ser uma resposta às nossas
indagações existenciais como seres humanos no planeta
Terra nesta primeira metade do século XXI, cuja definição
deveria ser o símbolo do espírito e de novos valores,
valores básicos de uma Humanidade justa e feliz.
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Edda Bergmann é presidente da B'nai B'rith do Brasil
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