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Por:
Dalton Catunda Rocha*
Todos
os dias a mídia bombardeia o mundo com más notícias
vindas de Israel. Um novo homem-bomba se explodiu. Um palestino
esfaqueia um infeliz. O Exército de Israel mata sabe-se
lá quantos palestinos. Israel fecha a fronteira com
os territórios palestinos. As notícias de Israel
até que variam, mas são sempre ruins. Ao lado
das más notícias, há sempre as mesmas
exigências. Exige-se que Israel dê mais território
para os palestinos governarem. Exige-se a libertação
de presos políticos islâmicos em Israel.
Tudo patifaria de uma imprensa que simplesmente é incapaz
de dizer umas verdades. Os defeitos de Israel são exagerados
ou mesmo inventados. Os crimes de tiranos islâmicos
são diminuídos ou simplesmente esquecidos.
Uma eterna notícia são as mortes violentas em
Israel. Quase todos os dias, a mídia destaca as mortes
por bombas. De fato, as bombas matam em Israel. No entanto,
apesar dos esforços do Hamas, Jihad islâmica
& cia, Israel é muito mais seguro que o Rio de
Janeiro, por exemplo. A cidade de Recife, Estado de Pernambuco,
é um popular centro de turismo nacional e recebe turistas
internacionais também. Comparado a Recife, Israel tem
uma taxa de homicídios seis vezes menor. A diferença
em outros crimes é ainda maior.
Ainda assim os hotéis de Israel andam às moscas.
Turistas de todos as origens, inclusive judeus, fugiram em
massa. Um fenômeno que não é explicável
apenas pelas mortes promovidas pelos terroristas anti-semitas.
Como dito antes, apesar dos esforços dos terroristas,
Israel é muito mais seguro que Recife ou São
Paulo. A mídia também influi na debandada geral
de turistas. Impossível ver um telejornal que fale
que em Israel, um turista estará mais de seis vezes
mais seguro do que em Recife.
A outra crítica eterna da mídia a Israel é
sobre os supostos maus tratos a palestinos. Sempre se exige
estes ou aqueles direitos aos palestinos. Quando um helicóptero
de Israel joga um míssil na casa de um perigoso terrorista
palestino toda a mídia destaca.
A guerra civil na Argélia mata muito mais muçulmanos
que o Exército de Israel. Ainda assim ela não
existe na mídia. Suharto, o ex-ditador da Indonésia,
matou mais de um milhão de muçulmanos. Saddam
Hussein matou mais muçulmanos que Israel em todos os
tempos e todas as cruzadas juntas, mas ainda assim é
impossível se ver um jornal importante ou televisão
dizer isto. Muçulmanos podem massacrar outros muçulmanos
à vontade. A mídia nem liga para isto.
Quando Nova York, a maior cidade judaica do mundo foi atacada,
não faltaram vozes acusando os americanos de terem
culpa. Também disseram que Israel teria culpa, pois
não estaria dando o suficiente aos palestinos. Até
mesmos os cruzados apareceram como culpados também.
Não importa a mínima que a última cruzada
tenha terminado no século XIII, nem que vários
séculos antes da primeira cruzada começar, Roma
tenha sido saqueada por islâmicos e nem que católicos
e judeus fossem massacrados por islâmicos, ainda no
século VII.
Um conhecido político brasileiro entrou na onda. Ele
atribuiu os atentados "à fome". O político
brasileiro finge não saber que Bin Laden nasceu num
berço de ouro ou que o único negócio
agrícola do extinto regime talibã era o plantio
de ópio, não dando a mínima para a alimentação
do sofrido povo afegão. Este conhecido político
se diz um defensor dos direitos do povo palestino, advogando
sempre que Jerusalém deva ser a sede de tal Estado.
Todos podem saber que os islâmicos tiveram Jerusalém
sob seu domínio por mais de 1.000 anos, antes de 1967.
Uma série de governos islâmicos teve Jerusalém
até 1917. Califas, fatímidas, omíadas,
Saladino, sedulcidas, mamelucos e otomanos tiveram Jerusalém
sob seu total controle. Mesmo depois de 1917, a parte leste
de Jerusalém esteve sob controle de governos islâmicos
até 1967. Nomes variados à parte, nenhum destes
tantos governantes islâmicos, jamais falou em estabelecer
Jerusalém como a capital de um Estado palestino. Sendo
todos eles ditadores poderiam ter dado Jerusalém aos
ditos palestinos na hora que quisessem. E não o fizeram
mesmo tendo mais de mil anos para fazer isto.
Nenhuma acusação comum a Israel tem fundamento.
Israel não é um país perigoso para turistas
e todo o perigo importante não é sua culpa.
Igualmente, a eterna exigência de Jerusalém,
como capital do Estado palestino finge ignorância no
fato de jamais nenhum dos inúmeros governos islâmicos
terem ali estabelecido qualquer Estado palestino.
Longe disto, Israel é o exemplo único de Democracia
no Oriente Médio. Ainda que existam mais de 120 muçulmanos
para um judeu, Israel produz mais tecnologia que todas as
dúzias de nações islâmicas do mundo
juntas. Note-se que Israel não tem petróleo
algum, sendo seco e sem recursos naturais importantes. Quanto
à segurança, os esforços hercúleos
de tantos terroristas não conseguiram que a insegurança
dos israelenses beirasse os níveis de recifenses e
paulistas.
A eterna calúnia de ser Israel a causa de conflitos
ignora o fato de o Islã viver em conflito com o resto
do mundo desde o século VII. Certamente, as relações
de Israel com os islâmicos nunca foram boas, mas elas
não são piores que as relações
de russos com islâmicos chechenos ou de indianos com
islâmicos da Cachemira.
Na verdade, além de ser uma fonte de tecnologia, progresso
e liberdade, Israel é uma fonte de paz. Toda vez que
um tirano islâmico quiser estabelecer domínio
global terá que levar em conta a existência de
Israel primeiro. Nasser e Saddam Hussein foram dois ditadores
islâmicos que tiveram seus planos malignos impedidos
por Israel. Embora o segundo ditador só tenha caído
pelas mãos dos americanos, ainda assim Saddam teve
liquidados os seus planos nucleares por Israel ainda em 1981,
por meio de um ataque aéreo. Qualquer ditador da região
terá que sempre levar em conta a presença de
Israel, queira isto ou não.
Concluindo: Israel é uma fonte de progresso, liberdade
e segurança. Ainda que isto pareça risível
para alguns, Israel é também uma fonte de paz,
pois é uma eterna ameaça a ditadores anti-semitas
e ambiciosos por poder global. Na verdade o que há
de pior contra Israel são as calúnias dirigidas
contra aquele país, quer por jornalistas, quer por
políticos demagogos e incompetentes. Políticos
que não sabem sequer tapar buracos de estradas, acabar
com a malária ou diminuir o desemprego, mas que saem
a dizer toda espécie de mentiras contra o povo e sociedade
de Israel. Por cima de todos estes incompetentes Israel progride,
lança satélites ao espaço, faz ditadores
inescrupulosos morderem o pó da derrota e faz o deserto
produzir alimentos exportados para todo o mundo desenvolvido.
* Dalton Catunda Rocha é engenheiro-agrônomo
desempregado. E-mail: dalton@fortalnet.com.br
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