Por: Edda Bergmann
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Na história da humanidade há somente um povo que
após milhares de anos de independência nacional e
de dois mil anos em que esteve sujeito a inúmeras conquistas,
reconquistou a independência na sua antiga terra para construir
um estado moderno e democrático.
Esta nação é Israel
Os judeus nunca esqueceram seus antepassados, Abrão, Isaac
e Jacó e a terra de Israel no século XX a.C. que
foi de seus ancestrais e no século XIII a.C. D-us entregou
os Dez Mandamentos a Moisés e eles têm servido de
guia para a conduta de todo o mundo esclarecido.
A nação judia desfrutou de um longo tempo de independência
em sua própria terra. Foram governados por David, poeta,
guerreiro, estadista e rei e por Salomão, famoso por sua
sabedoria e pelo seu incomparável “Cântico dos
Cânticos” como também pelo templo que construiu
em Jerusalém para o D-us único e universal.
Nabucodonosor destruiu o Templo em 586 a.C. quando conquistou Jerusalém,
e apesar de ter mandado uma parte dos judeus para o exílio
no seu reino da Babilônia, não conseguiu demovê-los
da aspiração de retorno à sua terra.
Cerca de 50 anos mais tarde com o imperador Ciro os judeus puderam
voltar à sua terra e reconstruir o templo em Jerusalém.
A terra de Israel está situada num ponto onde se cruzam
os caminhos para a Europa, Ásia e África e por essa
razão foi sempre cobiçada pelos grandes imperadores
desde os primórdios da História.
Assim, os gregos sucederam-se aos persas e os romanos aos gregos.
Contudo, apesar de toda a cultura desses grandes impérios,
os judeus lutaram heroicamente para preservar sua identidade, seus
valores e sua liberdade.
Um exemplo dessa coragem foi a rebelião dos macabeus em
168 a.C. Tito, o imperador romano foi quem conseguiu vencer os
judeus no ano 70 da era cristã, incendiou Jerusalém
e destruiu o Templo. Seu único vestígio é o
muro ocidental chamado de Muro das Lamentações, que
se transformou em símbolo de unidade nacional e religiosa
dos judeus onde quer que estivessem. Gerações após
gerações continuaram rezando “no ano que vem
em Jerusalém”.
Na terra de Israel os conquistadores sucederam-se uns aos outros
durante 1878 anos, desde o ano 70 da Era Cristã, a terra
de Israel foi dominada por uma sucessão de forças
estrangeiras.
Suas fronteiras foram fixadas e seu nome mudado de acordo com os
caprichos deste ou daquele conquistador. Contudo, durante esse
período os judeus continuaram a afluir havendo sempre um
grupo obstinado e fiel que se prendeu às suas raízes
na Terra Santa, independentemente dos problemas surgidos contra
eles.
Finalmente sua tenacidade deu frutos. O espírito nacionalista
que animou os povos oprimidos e toda a Europa se manifestou também
no povo judeu, reforçando seu antigo desejo de restabelecer
a independência nacional em sua terra.
Pouco a pouco o sionismo tornou-se uma realidade viva, principalmente
como as ações de Theodor Herzl que reagiu ao processo
do capitão André Dreyfus pelos franceses.
O jornalista Theodor Herzl encontrou apoio tanto no Oriente como
no Ocidente e marcou o advento do sionismo político com
a força de âmbito internacional em Basiléia,
a 29 de agosto de 1897.
Mas a terra que um dia teve suas colinas arborizadas e seus férteis
vales plantados havia se convertido em uma província esquecida
do escasso povo do decadente império otomano.
Abandonada pela maioria dos seus senhores feudais era um desolado
conjunto de pântanos e desertos. A vida, a malária
grassava e a atitude da administração otomana hostil
e opressiva, mas apesar de tudo nada intimidava os judeus que lá estavam
e os que para lá retornavam.
O império otomano agonizava na Primeira Guerra Mundial e
os judeus tentaram convencer os ingleses que poderiam fazer reflorescer
sua terra de Israel em uma democracia plena.
Tiveram a simpatia de Lord Balfour que apoiou a idéia em
1917. Cinco anos mais tarde a Liga das Nações concedeu à Grã-Bretanha
um mandato para governar a Palestina Judaica.
Os ingleses então separaram da Palestina o Estado da Transjordânia
e lhes deram a independência. Sobrou a faixa de terra à oeste
do Rio Jordão, isto é, cerca de uma quarta parte
de área da Palestina.
No começo os árabes não se opuseram. Depois
de surgidas as primeiras cidades e os kibutzim, veio uma reação
terrorista extremista do Mufti de Jerusalém, amigo de Hitler
e sucederam-se os atentados terroristas em 1920, 1921, 1925, 1936
e 1939.
Em 1937 os ingleses tiraram mais um pedaço do Lar Nacional
Judaico da Palestina, assegurando a maior parte do território
aos árabes.
Em 1947 a Assembléia Geral das Nações Unidas
decidiu pela partilha da Palestina Ocidental criando um estado
judeu e outro árabe. Os árabes não aceitaram.
A 14 de maio de 1948 quando David Ben Gurion declarava a nova independência
do Estado de Israel, este foi invadido por seis nações árabes,
mas milagrosamente as venceu.
Os 650 mil habitantes da Palestina judaica conseguiram absorver
um milhão de imigrantes e mais 800 mil expulsos dos países árabes
que tiveram que deixar tudo para trás e não foram
e não são refugiados porque Israel os absorveu evitando
todo o pandemônio ridículo que os árabes fizeram
com os “assim chamados refugiados palestinos”. Ainda
hoje sustentados pela UNRWA (United Nations Refugee Agency) das
Nações Unidas, o mundo inteiro paga para que tenham
uma vida atribulada e sectária.
Até quando?
* Edda Bergmann é vice-presidente Internacional da B’nai
B’rith