Uma vontade louca de dançar

Élie Wiesel – Bertrand Brasil

Movido pelo desejo de saber e pela cura de feridas íntimas, Doriel - que seria uma espécie de alter-ego de Wiesel quando jovem - vê em uma talentosa psicanalista a chance de expor seus sombrios sentimentos e de desvelar sua alma por inteiro.
A jornada é feita dentro do consultório de Thérèse Goldschmidt, uma "curandeira da alma", como é apresentada aos leitores. Doriel retoma episódios da difícil infância e da traumática adolescência.
A partir de dolorosas recordações e descobertas de si mesmo que insistem em assombrá-lo, Doriel consegue voltar à superfície num comovente jogo de superação, uma busca de liberdade de espírito, das idéias, da utopia. Uma verdadeira aula de autoconhecimento entremeada por uma sublime e pontual escrita.
"Qual homem que se crê doente que não precisa de cuidados?", autoquestiona-se. "Uma alma ferida pode estar mais aberta à verdade do que as outras. [...] o velho homem em mim foi tomado por uma vontade louca de dançar", assim celebra a vida.