Tel Aviv, a cidade mais liberal do Oriente Médio, celebra 100 anos 

O presidente de Israel, Shimon Peres, se desfez em elogios na abertura dos atos do centenário de Tel Aviv, o coração geográfico, econômico, cultural e do ócio do país do Oriente Médio.
"Tel Aviv é um lugar para se apaixonar. Uma razão para amar. Colorida e vibrante, com cimento branco e o fundo azul do mar. Permite-nos ser atrevidos e nos obriga ser criativos. É a cidade das oportunidades para os seres humanos de todas idades", apontou.
Tel Aviv abriga atualmente três milhões de israelenses de um total de sete milhões que tem o país, 50 por cento do sistema bancário e 70 por cento da cultura. Centros comerciais, avenidas de moda, ruas remodeladas, esquinas centenárias e diversas praças de Tel Aviv congregarão centenas de milhares de israelenses para celebrar seus primeiros 100 anos de vida.
Alguns sábados de noite passados foi realizado um macro concerto na histórica Praça Rabin diante da Prefeitura.
"Tel Aviv não tem nada que invejar Nova York, Londres ou Barcelona, pois tem tudo, mar, festa e diversão, arranha-céus, museus, ópera, universidades, teatros, restaurantes e, sobretudo jovens", comentou um habitante de Tel Aviv.
O prefeito da cidade mais liberal do Oriente Médio, Ron Chuldai, disse que "ainda temos muito trabalho para ver a Tel Aviv ideal, mas trabalhar para esta cidade é uma honra e te dá muita satisfação", publicou o jornal Yediot Acharonot.
Chuldai é o homem mais querido e odiado dos 400 mil habitantes dessa cidade, todos os elogios e críticas se centram no trabalhista, ex-piloto e ex-diretor de escola que está a ponto de completar uma década no cargo.
O prefeito é responsável também pelo enlouquecido ritmo da construção — há mais de 16 mil edifícios — e em particular luxuosos arranha-céus, em um deles, no solicitado norte da cidade vive em um espetacular apartamento o ministro de Defesa, Ehud Barak.
A cidade foi fundada pelo movimento sionista há um século e a celebração do aniversário dá aos habitantes a oportunidade de ver e refletir sobre a antiguidade e a modernidade na qual vivem.
Tel Aviv também foi testemunha da proclamação da independência do Estado de Israel em 1948 por David Ben Gurion.
Se em Jerusalém os visitantes a cada dois passos topam com uma pedra milenar, na cosmopolita Tel Aviv não há mais remédio que se sentar e tomar um bom capuccino numa de suas 450 cafeterias ou uma cerveja em um de seus 500 pubs e discotecas.
Tel Aviv é considerada a cidade do ócio, o café e o álcool, motivo pelo qual os habitantes da periferia a acusam de "viver numa bolha" ao que Amir Cohen, diretor do estabelecimento Cacao, disse que "Tel Aviv não é Israel, é uma cidade para escapar dos conflitos”.
"Enquanto Jerusalém é a capital política e espiritual de Israel e do povo judeu, Tel Aviv é a capital cultural, financeira e comercial", acrescentou Cohen.
"A cidade sem pausa" é a frase publicitária municipal de Tel Aviv ganha no pulso já que nunca descansa, as sete noites da semana oferece diversão e música, é reconhecida por ser a cidade mais ocidental e atrevida do país.
O jornalista e escritor Yair Lapid, filho do ex-ministro de Justiça Tommy Lapid, desqualifica aqueles que afirmam que Tel Aviv ignora o sofrimento dos habitantes do sul que são o alvo dos ataques terroristas do Hamas.
"Tel Aviv é a cidade mais israelense, que ninguém lhe dê lições de sofrimento porque Tel Aviv foi o cenário dos mais graves atentados palestinos, sem esquecer que aqui caíram dezenas de mísseis Scuds lançados pelo Iraque em 1991", observou.
A escritora Dana Spector afirmou que "é uma cidade caprichosa pensada para jovens que estão no seu ar".
Nos seus 100 anos, Tel Aviv é una velha mulher que rejuvenesce e embeleza com os anos. (Notimex/Itongadol).