Enfrentar a ameaça da corrida armamentista iraniana e a atual crise econômica serão duas das prioridades do novo governo israelense que tomou posse dia 31 de março, tendo Benjamin Netanyahu como primeiro-ministro - o primeiro premiê reeleito em dez anos.
Ele enfatizou que seu governo fará todos os esforços para conseguir a paz com os vizinhos árabes. Abaixo, as principais declarações de Benjamin Netanyahu:
"O governo que vou construir fará tudo o que for necessário para conseguir uma paz justa e duradoura com todos nossos vizinhos e o resto do mundo árabe. Nós queremos uma paz total e real com o objetivo de alcançar uma reconciliação entre os povos árabe e judeu. Cada vez que Israel se encontrou diante de um dirigente árabe que desejava sinceramente a paz, agiu de acordo".
"Cada um de nossos vizinhos que estiver disposto a ir pelo caminho da paz encontrará nossa mão estendida".
"Não permitiremos que ninguém questione nosso direito a existir".
"O maior perigo para a humanidade e para o nosso Estado de Israel vem da possibilidade de um regime radical se munir de armas nucleares".
"A economia, a segurança e a diplomacia são o caminho para a paz".
"Digo à liderança palestina que, se vocês realmente querem a paz, nós podemos alcançar a paz".
"Sob um acordo permanente, os palestinos terão toda a autoridade necessária para governar eles mesmos, à exceção daqueles que ameaçariam a existência e a segurança de Israel".
No final do pronunciamento, Benjamin Netanyahu leu a lista contendo os nomes dos 30 ministros que fazem parte da nova coalizão governamental, a maior em número de pastas na história israelense. Apenas duas mulheres estão no novo governo: Limor Livnat, do Likud, que fica com a pasta de Cultura e Esportes, e Sofa Landver, do partido Trabalhista, que é encarregada do Ministério de Imigração e Absorção.
Ministério
Primeiro-ministro: Benjamin Netanyahu (59 anos, Likud); Assuntos Estratégicos e primeiro-ministro interino: Moshe Yaalon (58 anos, Likud); Desenvolvimento do Neguev e da Galiléia e primeiro-ministro interino: Silvan Shalom (50 anos, Likud); Assuntos Exteriores e vice-primeiro-ministro: Avigdor Lieberman (51 anos, Yisrael Beiteinu); Defesa e vice-primeiro-ministro: Ehud Barak (67 anos, Trabalhista);Interior e vice-primeiro-ministro: Eli Yishai (46 anos, Shas); Transportes: Yisrael Katz (53 anos, Likud); Finanças: Yuval Steinitz (51 anos, Likud); Indústria e Comércio: Binyamin Ben-Eliezer (Trabalhista); Justiça: Yaacov Neeman (69 anos, sem partido); Educação: Gideon Sa'ar (42 anos, Likud); Comunicação: Moshe Kahlon (48 anos, Likud); Meio Ambiente: Gilad Arden (38 anos, Likud); Cultura e Esporte: Limor Livnat (58 anos, Likud); Informação e Diáspora: Yuli Edelstein (50 anos, Likud); Habitação: Ariel Atias (38 anos, Shas); Culto: Yaacov Margi (48 anos, Shas); Serviços Secretos e Tecnologia Nuclear: Dan Meridor (61 anos, Likud); Segurança Interior: Itzhak Aharonovich (58 anos, Yisrael Beiteinu); Infraestrutura: Uzi Landau (65 anos, Yisrael Beiteinu); Imigração: Sofa Landberg (59 anos, Yisrael Beiteinu); Turismo: Stas Misezhnikov (40 anos, Yisrael Beiteinu); Ciências: Daniel Hershkovitz (56 anos, Lar Judeu); Assistência Social: Itzhak Herzog (48 anos, Trabalhista); Minorias: Avishay Braverman (61 anos, Trabalhista); Agricultura: Shalom Simhon (52 anos, Trabalhista); Serviços Públicos: Michael Eitan (65 anos, Likud); mnistros sem pasta: Ze'ev Benjamin Begin (66 anos, Likud), Yossi Peled (68 anos, Likud), Meshulam Nahari (57 anos, Shas), Avishay Braverman e Daniel Hershkowitz,
Também assumiram os seguintes Vice-Ministros. Relações Exteriores: Daniel Ayalon; Saúde: Moshe Gafni; Assuntos dos Pensionistas: Lea Nass; Defesa: Matan Vilnai; Finanças: Yitzchak Cohen; Indústria e Comércio: Orit Noked; Escritório do Primeiro-Ministro: Gila Gamliel; e Vice Sem Pasta: Ayoub Kara.
Assumiram ainda os seguintes funcionários governamentais seniores: Porta-voz do Knesset: Deputado Reuven Rivlin; Presidente da Suprema Corte: Dorit Beinisch; Controlador do estado e Ombudsman: Micha Lindenstrauss; Governador do Banco de Israel: Stanley Fischer; Chefe das Forças Armadas: Tenente-General Gaby Ashkenazi; Procurador Geral Menachem Mazuz; Rabino Chefe Sefaradi: Shlomo Amar; e Rabino
Chefe Ashkenazi: Yona Metzger.
Olmert
Em seu discurso de despedida, Ehud Olmert, afirmou que o Exército israelense é o que tem mais ética no mundo e que a recente ofensiva lançada na Faixa de Gaza tornou isso evidente. Ele se referia a decisão da Justiça Militar israelense de arquivar definitivamente o inquérito sobre supostos abusos cometidos por soldados de Israel contra civis palestinos durante as três semanas de ofensiva na Faixa de Gaza. A justificativa, segundo o chefe do Judiciário do Exército, o general Avichai Mendelblit, é que as denúncias "têm por base rumores e carecem de respaldo".
O presidente de Israel, Shimon Peres, disse a Netanyahu que o mundo apoia a criação de um Estado palestino. "O governo que sai adotou a visão de dois Estados para dois povos, promovida pela administração dos EUA e aceita pela maioria dos países do mundo. Não conheço melhor alternativa que a paz para a região inteira, especialmente porque a necessidade árabe de paz está conjuminada com a ameaça iraniana de assumir a parte árabe da nossa região".