Por: Yossi Groisseoign
Renasce a Yeshivá de Lublin
A famosa Yeshivá de Lublin (escola religiosa ortodoxa), que antes do Holocausto era a maior da Europa, foi reaberta em fevereiro último, na Polônia. Em Lublin, onde outrora viviam 42 mil judeus, hoje há apenas poucas dezenas. Esta é a primeira vez que uma yeshivá e uma sinagoga são abertas na Polônia apenas com recursos da comunidade judaica do país, sem ajuda do governo ou de instituições do exterior. Cerca de mil judeus se reuniram para festejar o retorno da Yeshivá Chachamei Lublin, no mesmo edifício, agora restaurado, na cidade que foi um grande centro de erudição e estudo ortodoxo e chassídico desde o século XVI. (Global News/Congresso Judaico Mundial).
Hamas e Fatah ainda se enfrentam
Um ataque, sem mortos, mas o pior desde que ambas as facções palestinas concordaram em formar um governo de unidade nacional, no início de fevereiro, em Meca, aconteceu na Faixa de Gaza quando integrantes do Hamas atacaram à facção rival. A violência ocorre num momento em líderes políticos dos dois grupos consumaram a formação de um novo governo para tentar obter aceitação ocidental.
Tem havido seguidos tiroteios em Gaza, alguns com vítimas, mas a imprensa internacional não dá muita atenção a esses fatos. Em um deles, a residência de um oficial de segurança envolvido em discussões com o Hamas foi baleada. Um quartel da Polícia também foi baleado e os policiais entraram no tiroteio, atirando contra os terroristas. (O Estado de S. Paulo).
Hamas destrói livros com 'alusões sexuais'
O Ministério da Educação da Autoridade Palestina, controlado pelo grupo islâmico Hamas, mandou retirar e destruir todos os exemplares de uma coletânea de contos populares palestinos que incluiria "alusões sexuais". Segundo a imprensa palestina, mais de 1,5 mil exemplares do livro Fale, passarinho, fale (em tradução livre) já foram retirados das bibliotecas das escolas na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. O livro, organizado por professores da Universidade de Bir Zeit, em Ramallah, contém 45 contos e lendas populares e, em alguns deles, haveria "menções a partes do corpo humano" que poderiam despertar "associações sexuais". A coletânea, considerada obra importante para a preservação da herança cultural palestina, passada oralmente através das gerações, foi inicialmente publicada em inglês, em 1989, e em 2001 foi publicada em árabe. (Haaretz)
Críticas pela destruição de livros
Um dos autores do livro, o escritor Sharif Kanana, acusou o Hamas de conduzir "terrorismo cultural". Kanana disse ao jornal israelense Haaretz que os contos representam a herança cultural palestina e que o Hamas não pode confiscar os livros.
De acordo com o site de noticias Ynet, a ex-ministra da Educação palestina Hanan Ashrawi afirmou que a destruição dos livros é "escandalosa". "Os assuntos ligados à cultura e às artes devem ser administrados por profissionais e não por funcionários com tendências ideológicas", disse Ashrawi. (Haaretz).
Resolução equipara refugiados judeus e palestinos
O Congresso norte-americano reconheceu os direitos dos judeus refugiados dos países árabes. Numa decisão pouco comum no bipartidarismo, quatro senadores e quatro deputados, representando ambos os partidos políticos, estabeleceram princípios básicos sobre as resoluções relacionadas aos refugiados do Oriente Médio, chamando a atenção para o fato de que judeus vivendo em países árabes sofreram violações de seus direitos humanos, foram expulsos de seus lares e se converteram em refugiados. Essa decisão significa que "seria inapropriado e injusto para os EUA reconhecer os direitos dos refugiados palestinos sem reconhecer os mesmos direitos dos judeus, cristãos e outros refugiados dos países árabes". Assim, todas as vítimas do conflito árabe-israelense devem ser tratadas da mesma forma, incluindo judeus, cristãos e outros refugiados do Oriente Médio, Norte da África e Golfo Pérsico. (Jornal Alef).
Recorde de parlamentares judeus
O número de congressistas de origem judaica no mundo, excluindo os israelenses, bateu um recorde histórico em 2006 ao atingir 246. De acordo com relatório do Conselho Internacional de Parlamentares Judeus o aumento é de 18% em relação a 2005. As eleições legislativas nos EUA ampliaram o número de senadores judeus de 11 para 13, e o de deputados de 26 para 30. Mesmo assim, os EUA não são o país com maior número de parlamentares judeus. A lista é liderada pelo Reino Unido, com 59 membros, dos quais 18 na Câmara dos Comuns e 41 na dos Lordes, e entre estes últimos sete barões que obtiveram seus cargos por linha hereditária. Seguem França e Ucrânia, com 18; Rússia, com 13; Brasil, com 11, e Canadá e Hungria, com 10. A Tunísia, com um deputado judeu, é o único país árabe que aparece na relação. O Congresso Judaico Mundial também divulgou dados das pessoas judias que desempenham funções nos governos. Excetuando Israel, o Chile é o país com o maior número de ministros e vice-ministros de origem judaica: quatro. (Jornal Alef).
Anti-semitismo explícito
O professor David Bukai, da Universidade de Haifa, declarou numa conferência em Jerusalém que a entidade mais anti-semita do mundo é a Autoridade Nacional Palestina – ANP. Segundo Bukai, o ódio aos judeus é muito mais preocupante no Egito e na ANP do que o existente na Europa. Acrescentou que os extremistas do Islã estão querendo trazer o mundo de volta ao século VII. “Eles declaram isto abertamente, diferentemente dos nazistas que escondiam suas intenções”. (Osias Wurman).
Toaff: desculpas por livro repudiado
Ariel Toaff, filho do ex-grão-rabino de Roma e autor de um polêmico livro, publicou uma carta com pedido de desculpas, após o repúdio da opinião pública, da Universidade Bar Ilan — onde leciona, e de especialistas em história medieval, que qualificaram suas conclusões como um ‘insulto à inteligência’. No livro, o pesquisador relata que um pequeno grupo de judeus teria matado uma criança cristã, para rituais religiosos, o que teria sido confessado sob tortura da Inquisição. Conhecidos como ‘libelos de sangue’ este tipo de acusação foi responsável pela violência desenfreada contra comunidades judaicas da Europa, durante séculos, até ter sido declarada falsa pela Igreja Católica, nos anos 60. O livro, cuja distribuição na Itália foi suspensa pelo próprio autor, chegou a ser debatido na Comissão de Cultura do Parlamento israelense. (EFE).
Projeto corrige livros didáticos
A partir de uma pesquisa realizada com o conteúdo de livros didáticos de História e Geografia utilizados em escolas brasileiras chegou-se a conclusão de que muitos deles apresentam erros e inverdades relacionados ao Estado de Israel. Sabendo da importância que a educação tem na prevenção do crescimento do anti-semitismo, o Centro de Mídia Brasil-Israel (Cembri) contratou historiadores para selecionar livros utilizados nas escolas do Brasil, direcionados ao ensino de jovens de 13 a 17 anos, para avaliar o conteúdo e corrigir as informações erradas, distorcidas e tendenciosas.
Após o trabalho da pesquisa, um relatório final, enriquecido com embasamento bibliográfico, será enviado ao autor e à editora responsável pela obra, junto a um pedido de correção. A importância do projeto está no fato de que jovens estão sendo educados com informações erradas ou parciais sobre Israel e o povo judeu, sujeitos a manipulação e preconceito. O Cembri faz parte da B’nai B’rith do Rio de Janeiro. (B’nai B’rith Rio).
Apoio e solidariedade
O deputado estadual Waldyr Puigliesi, usou a tribuna da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná para fazer uma defesa do rabino Henry Sobel, lembrando sua ação nos tempos da ditadura. No dia seguinte, o governador Roberto Requião emitiu nota se solidarizando com Sobel. Outros apoios e solidariedade divulgados anteriormente partiram de Jack Terpins, presidente da Confederação israelita do Brasil (Conib), do bispo de Belo Horizonte Dom Morelli, do historiador e professor da Unicamp Jaime Pinski, entre outros. (Do noticiário em geral).
Vaticano boicota ato de Iom Hashoá
O embaixador do Vaticano em Israel, monsenhor Antonio Franco, declarou boicote ao serviço religioso em memória aos judeus mortos na 2ª Guerra Mundial, no Museu do Holocausto em Israel. Segundo ele, o museu retrata de maneira negativa a conduta do Papa Pio XII, na época da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Ele disse que se recusa a participar do serviço anual em memória das vítimas do Holocausto em Yad Vashem, enquanto o museu exibir uma fotografia de Pio XII, com uma legenda afirmando que ele reconhecia a existência do regime nazista e nada fez para condenar o racismo, o anti-semitismo e o extermínio dos judeus. (Associated Press).
Crescimento de 5,1% no PIB, em 2006
O Escritório Central de Estatística israelense divulgou os dados finais relativos a 2006, período que inclui os meses posteriores à guerra no Líbano, quando a indústria, comércio e os serviços sentiram efeitos dos combates e dos foguetes que caíram no Norte do país. A economia cresceu em um ritmo de anual de 8%, no último trimestre do ano, depois de uma subida para 16,3% no segundo trimestre, e uma queda de 0,7% no terceiro. No segundo semestre de 2006, o consumo privado cresceu 4,8%, no cálculo anual, o gasto público 5,7% e os investimentos em bens duráveis, 8,9%. Segundo o relatório o PIB teve um aumento de 5,1%, em comparação com o de 5,2% em 2005. (Iton Gadol/Aurora).
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